As pessoas vivem e morrem em busca da felicidade, e, muitas vezes,
quando pensam tê-la encontrado, tudo não passou de momentos fugazes de prazer os quais normalmente... quase sempre são seguidos de pesar, angústia e dor.
O encanto não sobrevive no mundo da mercadoria, do relógio, do efêmero.
Sob o encantamento deste mundo, subjaz uma força estranha que impede o homem de alcançar a plenitude do espírito.
A felicidade se confunde com a mediocridade dos pseudoliberais que, ao alçarem seus vôos libertários, perdem-se no horizonte de seus sonhos, afastando-se cada vez mais dos sonhos de Deus; dos planos do criador para o homem. Tratase de uma felicidade ilusória, cujo engodo satânico impede a criatura de reconhecer o amor supremo do Criador.
Assim, dá-se no país do carnaval, onde pessoas de vários lugares do mundo se deslocam para viver uma “felicidade” peremptória, que dura tão-somente o período da festa de Momo. “Deus é brasileiro”, afirmam, referindo-se à alegria dos brasileiros, dessa gente que, mesmo “matando um leão por dia” para sobreviver, consegue rir, pular e se divertir... como se não houvera maiores problemas a serem solucionados,
afinal, nada pode ofuscar tão preciosos momentos de prazer carnal, em um país onde, há bem pouco tempo, não se ouvia falar em terremoto.
É que, nesta nação, a história do “pão e circo” funciona mesmo!
Difíceis são os dias subsequentes ao carnaval, a começar pela quarta-feira de
cinza, a chamada “quarta-feira ingrata”, quando os foliões sentem uma tristeza profunda que é confundida com saudade ... mas o que, na verdade, experimentam essas almas – além das perdas e danos causados, em sua maioria,pela bebedeira, promiscuidade e descuido – é o sabor amargo do vazio espiritual que somente poderia ser preenchido pela presença do Espírito Santo, pois a verdadeira felicidade somente a tem aquele que conhece a Deus, e, livre das amarras da tradição, vive na dispensação da sua maravilhosa graça.
Bem-vindos à esfera religiosa,não somente à discursiva mas à linguagem e seus níveis. Querem um exemplo? o vocabulário. O cristão faz escolhas lexicais diferenciadas. Dificilmente um cristão gastaria seu dinheiro comprando, "Dicionário do Palavrão", de Mário Souto Maior, a ser reeditado em breve. Pelo menos não para usar, se bem que se deve conhecer de tudo e reter o que é bom. Aqui tratamos do sujeito histórico e... da língua na boca do cristão. Como se porta a língua na sua boca?
SABEDORIA É UM DOM
Sejam bem-vindos amigos aos momentos inteligentes no Espírito! Isso mesmo! Aqui temos oportunidade de partilhar experiências que edificam e nos ajudam a refletir sobre o Reino que está na terra como no céu; a aprender a recuperar o que é nosso e usufruirmos do melhor da terra; a compreender que ser cristão não é sinonímia de limite intelectual;a entender que Sabedoria é um Dom espiritual que será dado a quem a buscar para a sua vida. Salomão buscou e sabedoria e conhecimento lhe foi dado. A palavra de ordem é: Tome posse!
domingo, 8 de agosto de 2010
A LÍNGUA NA BOCA DO JOVEM CRISTÃO
“Que tipo de fonte tem sido a tua boca?”, pergunta-nos o pastor Paulo Filho, ao encerrar suas palavras no texto “Cuidado boquinha no que fala”, da edição passada do ISBJ em FOCO. Ele referia-se ao versículo Bíblico que se encontra em Tiago 3: 11: “Por acaso pode a mesma fonte jorrar água doce e água amarga?”. Essa pergunta nos inspirou a tecer algumas considerações sobre a questão da sociolinguística, no que tange às escolhas lexicais do jovem cristão em sua pragmática.
Para melhor entendimento da mensagem que pretendemos passar, consideramos pertinente esclarecer alguns pontos da Linguística. Em que pese se buscar certa uniformidade no estudo da língua os linguistas variacionistas têm provado que a heterogeneidade é a realidade da língua e a variação sua característica mais apropriada. O que a escola chama de “erro” os linguistas chamam de “desvio” da chamada norma padrão (norma culta) ou mesmo de “variação” e o tipo de variação usada é chamado de “variante”. Somente para exemplificar, o nordestino diz “arenga” e o sulista pergunta se há essa palavra no dicionário? É nordestinês? Que seja. Cada região tem a sua variante, cada grupo social, enfim, cada comunidade de fala tem a sua variante. Assim também os cristãos evangélicos têm a sua variante, e mais: dentro dessa comunidade de fala há também variantes específicas como, por exemplo, a do jovem, que por uma questão de afirmação gosta de reproduzir os usos linguísticos uns dos outros. Uma variante muito comum na boca do jovem é, por exemplo, a substituição de qualquer verbo por “coisar”, com direito à flexão (eu coisei, tu coisaste, ele coisou...), mas isso é uma evidência de um vocabulário empobrecido, diria o gramático; já o linguística evidencia que apesar da falta da ação verbal adequada, o sentido não se perdeu. Foi construído. A grande questão não é quanto à aceitação ou rejeição do gramático ou do linguista, mas se a palavra ou expressão glorifica ou não a Deus, se fere ou não a sua santidade.
Entendido que a variação é uma característica inerente à língua, fica mais fácil entender que toda esfera discursiva tem suas especificidades (fonológicas, lexicais, sintáticas e semânticas). Estamos tratando aqui da esfera religiosa e toda a sociedade reconhece, por exemplo, que calão não faz parte desse contexto ou ambiente discursivo. As pessoas até respeitam a nossa aversão à linguagem chula, pois quando alguém faz uso de calão diante de um cristão, em seguida ensaia um pedido de desculpas. Com isso, entendemos que há sim um reconhecimento social da pragmática linguística religiosa. Portanto não há porque se envergonhar, muito pelo contrário, santificar a nossa língua é motivo de honra.
Os jovens são muito inovadores, na realização de suas escolhas linguísticas, porém eles procuram uma variante comum e mesmo aqueles que sabem estar ferindo a sintaxe se identificam pelo uso das gírias: “diga aí, meu”, “vamo nessa”, “tipo”, “então” para iniciar e não concluir um pensamento, “assim” para não comparar nada, “tô p. da vida” – quando na verdade está sem vida –, “pô”, originalmente usada para abreviar uma palavra obscena, hoje, uma variação que abrevia uma interjeição. O jovem cristão, por sua vez, é abduzido pelo “grupo de iguais” que vive fora da esfera discursiva religiosa e traz para o seu meio toda a gama de terminologias que fere os princípios morais cristãos e entristece o Espírito Santo. Por desconhecimento etimológico, o jovem cristão assimila uma variedade de termos obscenos (os quais não são cabíveis de registro neste espaço midiático) que, de tão corriqueiros e regionais, entra imperceptível em sua mente, saltando-lhe da boca com total naturalidade. “É gíria de jovem”, dizem os mais velhos, afinal, “jovem é outro papo”, diz a cultura de massa. Os pais são coniventes; os ministros das igrejas são coniventes; há até pastores que, a fim de atrair mais jovens à sua Eclésia, acrescentam ao seu léxico, uma diversidade de gírias, entre elas, algumas de procedência duvidosa e mesmo pornográfica.
O jovem cristão – os que têm o costume de frequentar a Igreja, o hábito de ler a Bíblia e de ler outras boas leituras – certamente continuará usando gírias, porque faz parte de sua natureza inovadora, entretanto, a língua na boca desse jovem, em situação natural de fala, será sempre diferenciada, seleta e santa.
Para melhor entendimento da mensagem que pretendemos passar, consideramos pertinente esclarecer alguns pontos da Linguística. Em que pese se buscar certa uniformidade no estudo da língua os linguistas variacionistas têm provado que a heterogeneidade é a realidade da língua e a variação sua característica mais apropriada. O que a escola chama de “erro” os linguistas chamam de “desvio” da chamada norma padrão (norma culta) ou mesmo de “variação” e o tipo de variação usada é chamado de “variante”. Somente para exemplificar, o nordestino diz “arenga” e o sulista pergunta se há essa palavra no dicionário? É nordestinês? Que seja. Cada região tem a sua variante, cada grupo social, enfim, cada comunidade de fala tem a sua variante. Assim também os cristãos evangélicos têm a sua variante, e mais: dentro dessa comunidade de fala há também variantes específicas como, por exemplo, a do jovem, que por uma questão de afirmação gosta de reproduzir os usos linguísticos uns dos outros. Uma variante muito comum na boca do jovem é, por exemplo, a substituição de qualquer verbo por “coisar”, com direito à flexão (eu coisei, tu coisaste, ele coisou...), mas isso é uma evidência de um vocabulário empobrecido, diria o gramático; já o linguística evidencia que apesar da falta da ação verbal adequada, o sentido não se perdeu. Foi construído. A grande questão não é quanto à aceitação ou rejeição do gramático ou do linguista, mas se a palavra ou expressão glorifica ou não a Deus, se fere ou não a sua santidade.
Entendido que a variação é uma característica inerente à língua, fica mais fácil entender que toda esfera discursiva tem suas especificidades (fonológicas, lexicais, sintáticas e semânticas). Estamos tratando aqui da esfera religiosa e toda a sociedade reconhece, por exemplo, que calão não faz parte desse contexto ou ambiente discursivo. As pessoas até respeitam a nossa aversão à linguagem chula, pois quando alguém faz uso de calão diante de um cristão, em seguida ensaia um pedido de desculpas. Com isso, entendemos que há sim um reconhecimento social da pragmática linguística religiosa. Portanto não há porque se envergonhar, muito pelo contrário, santificar a nossa língua é motivo de honra.
Os jovens são muito inovadores, na realização de suas escolhas linguísticas, porém eles procuram uma variante comum e mesmo aqueles que sabem estar ferindo a sintaxe se identificam pelo uso das gírias: “diga aí, meu”, “vamo nessa”, “tipo”, “então” para iniciar e não concluir um pensamento, “assim” para não comparar nada, “tô p. da vida” – quando na verdade está sem vida –, “pô”, originalmente usada para abreviar uma palavra obscena, hoje, uma variação que abrevia uma interjeição. O jovem cristão, por sua vez, é abduzido pelo “grupo de iguais” que vive fora da esfera discursiva religiosa e traz para o seu meio toda a gama de terminologias que fere os princípios morais cristãos e entristece o Espírito Santo. Por desconhecimento etimológico, o jovem cristão assimila uma variedade de termos obscenos (os quais não são cabíveis de registro neste espaço midiático) que, de tão corriqueiros e regionais, entra imperceptível em sua mente, saltando-lhe da boca com total naturalidade. “É gíria de jovem”, dizem os mais velhos, afinal, “jovem é outro papo”, diz a cultura de massa. Os pais são coniventes; os ministros das igrejas são coniventes; há até pastores que, a fim de atrair mais jovens à sua Eclésia, acrescentam ao seu léxico, uma diversidade de gírias, entre elas, algumas de procedência duvidosa e mesmo pornográfica.
O jovem cristão – os que têm o costume de frequentar a Igreja, o hábito de ler a Bíblia e de ler outras boas leituras – certamente continuará usando gírias, porque faz parte de sua natureza inovadora, entretanto, a língua na boca desse jovem, em situação natural de fala, será sempre diferenciada, seleta e santa.
Assinar:
Postagens (Atom)