AGRADECIMENTOS NOS TRABALHOS ACADÊMICOS (Monografia, Dissertação, Tese)
A que ponto chegamos no embate do
homem contra Deus. O que leva um professor de Pós-graduação se incomodar tanto
com o agradecimento que os alunos fazem a Deus por terem conseguido terminar
com esmero suas Dissertações e Teses? O Prof.
Dr. Gabriel Perissé (Professor do
Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Nove de Julho (SP).
Disponível em: http://www.perisse.com.br,
gastou parte do seu tempo escrevendo um texto (irônico) intitulado Minha
tese....graças a Deus. Em uma de suas críticas diz: “Deus pode ser
objeto de estudo de uma pesquisa teológica (...) agradecer a Deus em um tempo
em que Deus e ciência parecem tão distantes...”. Gente, quem disse que colocar
Deus nos agradecimentos de um trabalho científico se está tomando Deus como
objeto de estudo? Será que esse intelectual não sabe o que seja “objeto de
estudo” em um trabalho científico? Ele chegou a dizer ainda: “...não estamos
mais no tempo em que cientistas e intelectuais concluíam suas obras com uma
exclamação de louvor — Laus Deo”... Pergunto eu a vós outros que chegaram até aqui na leitura: O que há de errado com ele? É
inadmissível que qualquer professor, pós-doc que seja, venha intervir nesta
parte das pré-textuais de um texto científico (monografia, dissertação ou tese)
chamada Agradecimentos, em que o
autor do texto científico a ser apresentado à banca tem o direito de sentir-se
grato a quem quer que seja, se ao Senhor Deus, a quem considera autor e
consumador da sua fé, se a Maria, mãe de Cristo, a quem considera exemplo de
mulher para a humanidade, e, no caso de católicos, por considerá-la
intercessora tal qual o seu filho. Desculpe-me esse intelectual, mas eu
agradeço a quem eu quiser o fruto do meu esforço. É um direito que me assiste
inserir Deus nos Agradecimentos da minha Tese. Sentir-se grato a ... é um direito individual e intransferível.